' É preciso força pra sonhar e perceber que a estrada vai além do que se vê. ' ~*

sexta-feira, 18 de março de 2011

Reflexões sobre a amizade... II


"Amizade" de Minami Keizi
Nada há mais belo no mundo do que a certeza de possuir amigos leais, prestimosos, cuja afeição não seja influenciada nem pela fortuna, nem pela pobreza, amigos que ainda nos amem mais na adversidade do que na prosperidade! A fé na amizade é um estímulo constante. Quanto nos vivifica e anima sentir que alguns amigos têm absoluta confiança em nós, quando outras pessoas não nos compreendem e nos acusam?
Cícero dizia com razão: “Os que arrancassem da vida a amizade fariam o mesmo que se tirassem o sol ao mundo, porque não recebemos dos deuses imortais nada melhor nem dom mais delicioso”.
Que benefício termos amigos entusiastas, que se ocupam dos nossos interesses, trabalham constantemente por nós, nos dizem palavras alentadoras, quando nos sentimos indecisos ou desanimados; suportam as nossas más disposições, procurando dissipá-las, e as nossas impertinências; que nos defendem na ausência, ocultam as nossas fraquezas; que contêm e desfazem as maledicências; que destroem as mentiras que nos possam prejudicar; que desvanecem as falsas impressões; que tentam manter-nos no bom caminho; que compensam todos os prejuízos causados por qualquer erro cometido ou por alguma impressão má, produzida num momento desfavorável, estando sempre dispostos a auxiliar-nos e a alentar-nos!
Que pobre figura faríamos quase todos, se não tivéssemos amigos!
Que triste reputação teríamos, se não tivéssemos amigos que nos defendessem de golpes e nos dessem bálsamos para as feridas cruéis feitas pelo mundo! Muitos de nós seríamos também muito pobres financeiramente, se os nossos amigos não nos enviassem clientes e não nos proporcionassem trabalho, favorecendo-nos com todo o seu prestígio. Oh, que benefícios proporcionam os nossos amigos, corrigindo as nossas idiossincrasias, combatendo as nossas fraquezas, procurando remediar as nossas faltas! Como eles sabem cobrir com o manto da sua caridosa dedicação os nossos erros e defeitos!
Como este mundo seria triste e álgido, ermo, insípido, estúpido, sem os amigos que crêem em nós, quando todos os outros nos acusam; amigos que nos estimam não pelo que temos, mas pelo que somos!

Reflexões sobre a amizade... I


"Amizade - Um ensaio,Uma reflexão" de Joséli Costa Jantsch
Há algum tempo venho pensando em escrever sobre a Amizade, esta virtude tão bela. Comecei a pensar nisto, quando algumas das pessoas com quem me relacionei e com quem ainda me relaciono, ainda que virtualmente apenas, começaram a fazer algumas indagações interessantes: “Sabe, estou me sentindo meio sozinho, as pessoas não me procuram mais com a freqüência de antes, não sei o que está acontecendo?!”; “Os amigos que pensei que ficariam pra sempre do meu lado estão se distanciando, por quê?” ou ainda, “As amizades que faço hoje, não são como as de outros tempos, sinto que são superficiais, falta alguma coisa, mas não sei bem o que é!”.
Enfim, várias formas de dizer: “Socorro! Por que todos estão desaparecendo?”. Antes de acharmos um por que para tal situação que acaba por acontecer na vida de todos nós, mais cedo ou mais tarde; devo dizer que os verdadeiros amigos, mesmo que distantes não nos abandonam jamais!
Agora, se as pessoas a quem você costuma chamar de “amigas” estão, lentamente, te deixando de lado ou te procurando só para falar de assuntos sem importância ou para te convidar pra algum evento social (churrascos, festas, etc.), bem acho que está na hora de você rever o seu conceito sobre Amizade, para após começar a pensar em refazer o seu círculo de amigos, um desafio para aqueles que se auto-intitulam “super sociais”, não é mesmo?
A minha constatação sobre este tema, não será a primeira e nem a última, aliás, são muitas as linhas de pensamento sobre este tema, li muito e optei por seguir a linha de pensamento adotada por Aristóteles em sua obra intitulada Ética a Nicômaco.
Segundo Aristóteles, a Amizade é ou envolve um estado de caráter, uma virtude. Há três tipos de amizade, a primeira fundamenta-se no prazer recíproco da companhia (amizade de prazer); a segunda, na utilidade da associação (amizade de utilidade) e, por fim, aquela que se baseia na admiração mútua (amizade na virtude). E, assim como, os motivos da amizade diferem, também diferem as formas de afeição e amizade.
Aristóteles afirma que, para determinarmos o que é admirável em uma amizade, devemos ter em mente que, sempre que amamos alguém ou alguma coisa, nós o fazemos porque o objeto nos parece útil, agradável ou bom. Temos então, que o amor é um conceito amplo e expandido, que se direciona a vários tipos de relacionamento, inclusive à Amizade. Pois, para os verdadeiros amigos, desejamos coisas boas para o benefício deles e não apenas para o nosso próprio benefício.
Ora, não vamos nos enganar, o problema começa quando temos alguém a quem chamamos de “amigo”, mas desejamos o bem dele de acordo com o motivo de nossa amizade.
Então, temos que, àqueles cujo motivo é a utilidade, não têm realmente Amizade pelo outro, mas sim e, apenas, se interessam pelo seu semelhante na medida em que recebem algo em troca. Já, àqueles cujo motivo é o prazer, tem uma Amizade graciosa, que se baseia em momentos agradáveis (um churrasco, um festa, um acontecimento social qualquer), mas não têm alguém que realmente se importa com eles como indivíduos, pois querem apenas desfrutar do prazer superficial de uma companhia.
Portanto, disto podemos concluir: aqueles que têm para si a Amizade-Utilidade amam seus amigos pelo que é bom para si mesmos e, aqueles que se utilizam da Amizade-Prazer, o fazem apenas pelo que lhes é prazeroso. Em ambos os casos, a pessoa amiga não tem valor pelo que ela é, mas sim, na medida em que ela é útil ou agradável! Tais amizades estão eternamente fadadas às circunstâncias do destino, pois as pessoas não são valorizadas pelo que são, mas pelo tipo de vantagem ou prazer que podem oferecer; a sua dissolução é apenas uma questão de tempo, já que se baseiam pura e simplesmente na troca de interesses e se esta não permanecer em equilíbrio, a amizade não sobreviverá.
Então, a Amizade perfeita é aquela baseada na bondade e na pureza do coração, pois somente os bons em si mesmos, conseguem desejar que seu amigo também tenha algum benefício ou prazer. Esta é a verdadeira Amizade na virtude e somente ela é permanente.
Infelizmente, são muito raras as Amizades desta espécie, pois pessoas assim estão cada vez mais difíceis de achar. E, além disto, este tipo de amizade requer intimidade e dedicação de tempo, sem que para isto tenhamos que abrir mão de nossos interesses (o Ser Humano não é totalmente altruísta)! Temos sim que pensar que, ao ajudarmos um amigo estaremos aumentando a quantidade de bem existente e, conseqüentemente o nosso bem-estar de modo geral.
Para tudo isto dar certo, devemos ter o coração no lugar certo e, isto exige que vejamos o nosso amigo como um “outro eu”, palavras muito sábias de Aristóteles, que quis dizer com isto que, assim como devemos amar aquilo que há de mais nobre em nós, também devemos amar aquilo que é nobre e bom em nossos amigos (para isto devemos conhecê-los de fato e não apenas compartilharmos algum tempo com eles).
Lembre-se sempre, que o amor por um amigo, tido como nosso outro eu, deve ser nada mais que uma extensão do tipo de amor que temos ou deveríamos ter por nós mesmos, aquele amor que não se baseia jamais no egoísmo, na egolatria ou no egocentrismo!
Por todas estas razões, a Amizade é, sem dúvida alguma, o melhor escudo contra o auto-engano, mas isto já é uma outra estória...

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Conclusões...


Nada, absolutamente nada é melhor do que acontecerem certas situações na vida da gente.
E digo isso com propriedade sobre o assunto. Por que uma vez que algo em uma área da sua vida acontece, todas as demais são influenciadas. Direta ou indiretamente.
A primeira coisa desencadeadora das demais.. até não nos assusta, é como se esperássemos.
Mas e as reações?! Ah, essas sim nos assustam, decepcionam, entristecem e pasmem: também podem nos deixar feliz!
É como dizem: você é reflexo do que pensa ou sente e consequentemente temos ao lado aqueles que ‘refletimos’.
O susto, a decepção, a tristeza e a felicidade são sentimentos que estão profundamente interligados.
O susto vem primeiro porque se trata de algo de nunca. Em hipótese alguma pensaríamos que poderia acontecer.
Quanto à decepção. Esta machuca, magoa e (NOSSA!) como demora pra cicatrizar!
A tristeza vem com a sensação de conformidade. Afinal o que mais pode ser feito?
E a felicidade? Como essa felicidade se encaixa aqui? Vou explicar fazendo uso de uma frase de Nathaniel Hawthorne que resume tudo: "Cada um tem um papel único na vida”. Pode não ter ficado claro e por isso digo que há coisas que simplesmente não deveriam estar ali. Aquele não é o lugar a qual pertencem. E essa felicidade trata disso. Não é determinismo. É constatação da realidade.
Vou colocar agora um trecho de um texto de Charles Chaplin: “Cada um tem de mim exatamente o que cativou, e cada um é responsável pelo que cativou, não suporto falsidade e mentira, a verdade pode machucar, mas é sempre mais digna”.
Tudo que escrevi aqui não é um desabafo. Eu poderia apenas escrever e guardar o ‘desabafo’ para mim e me sentiria aliviada.
Se você, por ventura, leu e sentiu-se de alguma forma (qualquer forma) incomodado.. então sim: é para você.
Obrigada meu Deus, porque não há nada que eu tenha pedido que o Senhor não tenha atendido! Obrigada por realizar Suas ações na minha vida no tempo certo, no seu tempo! Obrigada por me amar e me deixar sentir esse amor maior! Eu O amo tanto!

sexta-feira, 7 de maio de 2010


' Eu descobri que tentar não ser ingênua é a nossa maior ingenuidade, eu descobri que ser inteira não me dá medo porque ser inteira já é ser muito corajosa...'
Tati Bernardi

quinta-feira, 11 de março de 2010


'A palavra é o meu domínio sobre o mundo.'
Clarice Lispector

domingo, 28 de fevereiro de 2010

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Passado, presente, futuro...


Nada melhor para um segundo post do que explicar o porquê desse nome para o blog e o porquê dessa imagem de abertura...
O meu fascínio pela leitura teve início com um livro no qual a história se passava na Irlanda e cuja autora era descendente desse povo fabulosamente mágico e místico. Precisa de estímulo maior para leitura do que uma escritora empenhada em nos mostrar a impressionante e ao mesmo tempo singela história da Irlanda?
Apaixonei-me. Pelos campos repletos de tradição. Pelo contraste entre cultura e moderno. Pelo verde límpido da vegetação. Pelos castelos. Pelo amor. Pelas lendas.
Enfim, foi em meio a essas leituras que encontrei um termo interessante: Solário. Em latim, Sollarium. Cujo significado é jardim de inverno. Um local dos castelos destinado a receber o sol.
Então decidi fazer a ‘ligação’ entre duas paixões da minha vida, a Irlanda e a leitura. Sollarium das Letras. Letras estas com as quais espero passar algum tipo de emoção e trazer a luminosidade assim como elas iluminam a minha vida.

Cure o passado. Viva o presente. Sonhe o futuro. ’
Provérbio irlandês


P.s.: Na foto de abertura estão os rochedos (Cliffs of Moher) no Condado de Clare, Irlanda.